A Moody’s melhorou de estável para positiva a perspetiva da dívida soberana de Angola, numa decisão tomada a 25 de setembro. A agência manteve a classificação em B3, mas passou a considerar mais provável uma subida do rating nos próximos 12 a 18 meses, caso o país consolide os progressos económicos.

A revisão representa um sinal de confiança na trajetória angolana. A maior estabilidade cambial, a descida da inflação e o crescimento da atividade não petrolífera apontam para uma economia mais resistente às oscilações do preço do petróleo. A Moody’s destaca também a redução da dívida pública, que passou de 53 por cento do PIB em 2024 para 46,9% em 2025 e poderá recuar para cerca de 45,6% em 2027.

Para Angola, uma futura melhoria da classificação poderá reforçar a credibilidade junto dos investidores e facilitar o acesso ao financiamento internacional. No entanto, o reconhecimento dos avanços na gestão económica constitui, por isso, um incentivo à continuidade das reformas, da disciplina orçamental e da diversificação produtiva.

A decisão ainda não equivale a uma subida do rating: o B3 permanece abaixo do grau de investimento. A dependência petrolífera e o peso da dívida em moeda estrangeira continuam a exigir atenção, Ainda que a perspetiva positiva mostra que Angola ganhou margem para transformar a estabilidade recente numa melhoria efetiva da sua avaliação financeira.