O crédito bruto concedido ao setor não financeiro angolano atingiu 9,2 biliões de kwanzas em julho, mais 12,8% do que no mesmo mês de 2025. A maior aceleração ocorreu no financiamento à economia real, que cresceu 46,6% e alcançou 2,1 biliões de kwanzas, impulsionado sobretudo pela indústria transformadora.

Do total do crédito, 85,1% correspondia ao endividamento do setor privado e 14,9% ao setor público. A dívida das empresas privadas não financeiras chegou a seis biliões de kwanzas, enquanto a dos particulares se fixou em 1,8 biliões. O crédito à economia em moeda nacional aumentou 11,1%, para 7,4 biliões de kwanzas.

Segundo os dados do Banco Nacional de Angola, a indústria transformadora recebeu 932,3 mil milhões de kwanzas, equivalentes a 44,1% do crédito à economia real. A indústria extrativa absorveu 871,6 mil milhões, ou 41,3%, e a agricultura, produção animal, florestas e pescas ficaram com 308,6 mil milhões. O financiamento concedido ao abrigo do Aviso n.º 10/2024 totalizou 1,4 biliões de kwanzas, representando 68,2% do crédito ao setor real.

O crescimento confirma uma maior orientação da banca para a atividade produtiva, mas o Banco Central continua a alertar para o crédito em incumprimento, a concentração bancária e os riscos cibernéticos. O Comité de Estabilidade Financeira manteve a reserva de conservação de capital em 2,5% e a reserva contracíclica em zero, considerando adequados os níveis de capital, liquidez e rentabilidade do sistema.