O produtor, realizador, fotógrafo e argumentista Luiz Carlos Barreto morreu na quarta-feira, aos 98 anos, no Rio de Janeiro. Conhecido como "Barretão", estava internado no Hospital Copa Star devido a uma infeção pulmonar provocada por uma pneumonia. A notícia marcou o cinema brasileiro, onde Barreto era considerado uma das figuras mais influentes de sempre.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, participou em mais de uma centena de produções que ajudaram a transformar o cinema nacional. Entre os seus trabalhos mais emblemáticos estão Dona Flor e os Seus Dois Maridos, Vidas Secas, Terra em Transe, O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?, filmes que conquistaram reconhecimento internacional e, em alguns casos, nomeações para os Óscares.

Além da carreira como produtor, Barreto teve um papel determinante no movimento Cinema Novo e contribuiu para a projeção internacional da cinematografia brasileira. Era casado com a produtora Lucy Barreto e deixa um vasto legado artístico, além de filhos, netos e bisnetos. O velório decorre esta quinta-feira, no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, antes de uma cerimónia de cremação reservada à família.