Um grupo de 31 congressistas dos Estados Unidos acusou a administração de Donald Trump de interferir nas eleições brasileiras. A acusação foi apresentada numa carta enviada ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na qual os parlamentares pedem esclarecimentos sobre medidas adotadas por Washington em relação ao Brasil.
Entre os signatários estão o senador Bernie Sanders e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez. No documento, os congressistas citam as sanções aplicadas a autoridades brasileiras, as medidas comerciais impostas pelos Estados Unidos e a aproximação do Governo Trump com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os parlamentares também mencionam o encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro na Casa Branca. Segundo a carta, durante a reunião foram discutidas questões relacionadas à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Outro episódio citado pelos congressistas envolve uma tentativa de entrada no Brasil de integrantes do Departamento de Estado norte-americano. Segundo a carta, a delegação pretendia abordar questões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro, mas não chegou a entrar no país.
A carta questiona ainda as sanções impostas pelo Governo norte-americano ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao abrigo da Lei Global Magnitsky. Os parlamentares pedem ao Departamento de Estado explicações sobre os critérios utilizados para a aplicação das medidas.
A possibilidade de interferência norte-americana nas eleições brasileiras também teria sido discutida num encontro entre Bernie Sanders e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Iorque. Segundo informações sobre a reunião, o senador questionou Lula sobre a possibilidade de influência de figuras ligadas ao setor tecnológico no processo eleitoral brasileiro.
O documento enviado a Marco Rubio reúne uma série de perguntas sobre a política do Governo Trump em relação ao Brasil, incluindo as sanções contra autoridades brasileiras, as medidas comerciais e a atuação de representantes norte-americanos em questões relacionadas às eleições brasileiras.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que Washington respeita a soberania do Brasil e que pretende trabalhar com o país independentemente de quem vencer as eleições.

















