Morreu o cantor Luís Represas, aos 69 anos. O cantor lutava contra uma doença prolongada, de acordo com um comunicado enviado esta quarta-feira, dia 22, às redações.
O compositor estava prestes a comemorar os 50 anos de carreira e estavam agendados "momentos inesquecíveis com O Trovante e, a solo, com êxitos que atravessam gerações".
Iniciou a carreira no final da década de 1970 como fundador dos Trovante, grupo que se tornou uma referência da música portuguesa ao combinar influências da música tradicional com sonoridades contemporâneas. Durante os cerca de 15 anos de atividade da banda, participou em álbuns e canções que marcaram várias gerações, como '125 Azul', 'Perdidamente e Balada das Sete Saias'.
Após o fim da banda, em 1992, iniciou uma carreira a solo que consolidou o seu estatuto na música portuguesa. Editou vários álbuns de sucesso, entre os quais 'Represas' (1993), 'A Cor das Palavras' (1998) e 'Olhos nos Olhos' (2008), interpretando temas como 'Feiticeira', 'Da Próxima Vez e Hora do Lobo'.
Ao longo da carreira, colaborou com diversos artistas nacionais e internacionais, incluindo João Gil, João Monge, Sara Tavares, Dulce Pontes, Pablo Milanés e Chico Buarque.
Luís Represas foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador, em 2005.
O artista, recorde-se, foi casado com Margarida Pinto Correia, de quem teve dois filhos: Nuno e José. Tinha ainda dois filhos mais velhos, frutos de uma relação anterior.

















