Patrick Stewart, um dos atores mais reconhecidos de 'Star Trek' e 'X-Men', morreu aos 86 anos, esta quarta-feira, dia 28, na sua casa, em Los Angeles, após enfrentar a doença de Alzheimer e demência com corpos de Lewy.

A notícia foi anunciada através de um comunicado divulgado nas redes sociais do ator britânico, que destacou os últimos momentos junto da família e dos amigos. “Anunciamos com grande pesar o falecimento de Sir Patrick Stewart ontem, em sua casa em Los Angeles, sob os cuidados amorosos da sua amada esposa Sunny, após uma breve e comovente batalha contra o Alzheimer e a demência de corpos de Lewy”, pode ler-se na mensagem.

Segundo o comunicado, o ator passou os últimos momentos rodeado de familiares e amigos, num ambiente marcado por música, orações, lágrimas e sorrisos. A despedida refletiu a ligação às pessoas mais próximas, que acompanharam o artista ao longo da sua vida.

Nascido a 13 de julho de 1940, em Mirfield, no condado de West Yorkshire, Inglaterra, Patrick Stewart construiu uma carreira com mais de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão. A sua formação clássica e a ligação às obras de William Shakespeare marcaram o percurso artístico antes de alcançar reconhecimento internacional.

Foi na série 'Star Trek: A Nova Geração' que conquistou fãs em todo o mundo, ao interpretar o capitão Jean-Luc Picard. A personagem tornou-se uma das mais emblemáticas da saga de ficção científica, tendo regressado em vários filmes e na série 'Star Trek: Picard'.

Outro dos papéis mais marcantes da sua carreira foi o do professor Charles Xavier, líder dos X-Men, que interpretou pela primeira vez no cinema em 2000. Ao longo de mais de duas décadas, Patrick Stewart deu vida ao mentor dos mutantes em vários filmes, tornando-se uma figura incontornável desta saga cinematográfica.

Apesar do sucesso no cinema e na televisão, o teatro continuou a ocupar um lugar central na sua carreira. Ator de formação clássica, participou em diversas produções de Shakespeare e atuou em palcos de Londres e da Broadway. Em 2010, foi distinguido com o título de cavaleiro pelos seus contributos para as artes dramáticas, deixando um legado que atravessa gerações.