A condutora do autocarro da Carris envolvido no acidente que provocou duas mortes e 22 feridos, nesta terça-feira, dia 7, em Agualva-Cacém, terá confundido o pedal do acelerador com o do travão. Entretanto, a maioria das vítimas já recebeu alta hospitalar, permanecendo apenas três pessoas internadas em observação.
A tragédia, ocorrida numa das zonas mais movimentadas do terminal rodoviário de Agualva-Cacém, no concelho de Sintra, continua a gerar forte comoção. Nas redes sociais multiplicam-se as mensagens de pesar pelas duas vítimas mortais, uma jovem cabo-verdiana de 18 anos e uma mulher portuguesa de 60, enquanto outros utilizadores voltam a denunciar as condições de segurança do local.
Segundo avançou a CNN Portugal, o autocarro da carreira 1222 encontrava-se parado na paragem número 5, pouco antes das 09:30, depois de recolher passageiros para iniciar um novo percurso. Nessa altura, um passageiro terá alertado a motorista, de 28 anos, para um erro no número da carreira apresentado no letreiro frontal.
De acordo com a mesma informação, quando tentava corrigir a indicação do destino, a condutora ter-se-á desequilibrado e carregado, por engano, no acelerador em vez do travão. O veículo avançou descontroladamente e embateu num pilar junto ao qual se encontravam as duas mulheres que acabaram por perder a vida. Os restantes feridos seguiam no interior do autocarro.
Esta terá sido a explicação dada pela motorista às equipas de investigação e à empresa transportadora. A mulher entrou em estado de choque após o acidente, tendo necessitado de assistência médica por se encontrar "muito alterada". Ainda assim, fonte da investigação refere que a condutora ainda não foi formalmente ouvida pela Polícia Judiciária (PJ), que continua a apurar as circunstâncias do sucedido. Caso esta versão seja confirmada, poderá vir a responder por dois crimes de homicídio por negligência.
Ao final do dia de terça-feira, 7, a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra informou que 12 das 15 vítimas transportadas para o Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca já tinham recebido alta. Os três restantes utentes continuavam internados "em observação" no Serviço de Urgência Geral.

















