Donald Trump, de 80 anos afirmou esta quarta-feira, dia 8, acabou o cessar-fogo estabelecido com o Irão, na sequência da nova escalada militar entre os dois países. As declarações foram feitas em Ancara, na Turquia, onde participa na cimeira da NATO.

Perante os jornalistas, o líder norte-americano foi taxativo: "Para mim, penso que acabou", referindo-se ao entendimento alcançado com Teerão. Trump descartou ainda qualquer intenção de retomar contactos diplomáticos com o regime iraniano: "É uma perda de tempo negociar com eles, são mentirosos. Não quero negociar mais com eles. Eles são loucos", afirmou.

As palavras do presidente surgem depois de o Irão ter lançado vários ataques contra instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. Teerão justificou a ofensiva como uma resposta aos bombardeamentos efetuados pelos Estados Unidos (EUA) na noite anterior em território iraniano, que classificou como uma violação do acordo que visava pôr fim ao conflito.

Trump confirmou a ofensiva norte-americana e garantiu que Washington continuará a responder de forma firme a qualquer ação iraniana: "Atacámos o Irão com muita força ontem à noite. Avisei-os de que, sempre que nos atacassem, responderíamos", declarou, acusando ainda o regime iraniano de atuar de forma desleal. "São jogadores sujos", acrescentou.

Ao lado do secretário-geral da NATO, Mark Rutte (59), Trump voltou a endurecer o discurso contra a liderança iraniana, classificando-a como composta por "pessoas perversas, cruéis e violentas". O presidente norte-americano defendeu ainda que, caso o Irão tivesse acesso a armamento nuclear, "usá-lo-ia".

O chefe de Estado criticou também a postura dos representantes iranianos durante as negociações, acusando-os de negar publicamente contactos com Washington pouco tempo depois de estes ocorrerem, considerando essa atitude mais um sinal de falta de credibilidade por parte de Teerão.

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