Omar Artan, de 34 anos, considerado o melhor árbitro africano de 2025 e um dos 52 juízes selecionados para o Mundial de 2026, foi impedido de entrar nos Estados Unidos. O árbitro somali aterrou esta segunda-feira, dia 8, em Miami, mas acabou por ver a sua entrada recusada pelas autoridades norte-americanas, apesar de possuir um visto válido.

De acordo com informações avançadas pela agência AFP, Artan foi posteriormente deportado para Istambul, na Turquia, onde permanece à espera de esclarecimentos sobre a sua situação. O caso está a gerar polémica, sobretudo devido à proximidade do arranque da competição e ao papel que o árbitro desempenharia no torneio.

A justificação para a decisão poderá estar relacionada com as restrições de viagem impostas pela administração de Donald Trump a cidadãos de determinados países, entre os quais a Somália. Ainda assim, a situação está a ser contestada por responsáveis do desporto somali.

O conselheiro do Ministério do Desporto da Somália e antigo capitão da seleção nacional, Ciise Aden Abshir, criticou duramente a medida: "Impedir-lhe a entrada nos Estados Unidos e não permitir que arbitre os jogos agendados prejudica não só a pessoa em si, mas também compromete o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito de fair-play."