Elon Musk,de 55 anos, acredita que os robôs equipados com Inteligência Artificial vão transformar radicalmente o mercado de trabalho, ao ponto de as pessoas deixarem de precisar de um emprego para garantir o seu sustento. A previsão já está a dividir opiniões.
Elon Musk voltou a traçar um cenário ambicioso para o futuro da tecnologia. Numa publicação na rede social X, o excêntrico empresário defendeu que a evolução da Inteligência Artificial e da robótica permitirá produzir bens e prestar serviços com uma eficiência sem precedentes, gerando riqueza suficiente para que os governos possam assegurar um elevado rendimento aos cidadãos.
Na visão do fundador da Tesla, da SpaceX e da xAI, este modelo tornará o trabalho uma opção e não uma necessidade. "Trabalhar será opcional", escreveu.
Musk vai mais longe e defende a criação de um "rendimento alto universal", um conceito que distingue do rendimento básico universal por prever um nível de apoio financeiro capaz de garantir uma vida confortável à população. O empresário já tinha afirmado anteriormente que, nas próximas duas décadas, poupar para a reforma poderá tornar-se irrelevante devido aos ganhos proporcionados pela Inteligência Artificial.
As declarações não convenceram Michael Burry, o investidor conhecido por prever a crise financeira de 2008. Em resposta à publicação, considerou improvável que essa transformação aconteça de forma pacífica.
"Falso. Primeiro haverá uma revolução", escreveu Burry, alertando para o impacto que a substituição de trabalhadores por robôs poderá ter no emprego e na estabilidade social.
O debate sobre o futuro do trabalho tem ganho força à medida que a Inteligência Artificial se expande para cada vez mais setores da economia, dividindo especialistas entre os que veem uma oportunidade para melhorar a qualidade de vida e os que receiam profundas mudanças no mercado laboral.

















