António Guterres, de 77 anos, propôs esta segunda-feira, dia 6, um pacto internacional para proteger as crianças contra os riscos da Inteligência Artificial (IA) e deixou um alerta: que nenhum menor deve tornar-se "cobaia de uma IA não regulamentada".
O apelo surgiu na abertura do primeiro Diálogo Global sobre a Governação da Inteligência Artificial, onde o secretário-geral da ONU sustentou o pacto em três princípios: que as empresas demonstrem que os sistemas são seguros para os menores antes de os disponibilizarem; tolerância zero em relação à geração de imagens de caráter sexual infantil através da IA; e que os sistemas encaminhem as crianças para ajuda humana quando detectaram sinais de alerta.
Guterres advertiu que o avanço da Inteligência Artificial está a ocorrer a um ritmo que ultrapassa a capacidade dos governos e das instituições para a regular o setor, chegando mesmo a afirmar que o mundo vive atualmente "uma experiência" conduzida sem planeamento nem consentimento coletivo.
Além disso, o secretário-geral da ONU anunciou que levará à Assembleia Geral uma proposta para a criação de um Fundo Mundial para a Inteligência Artificial, destinado a financiar competências, dados e infraestruturas computacionais nos países em desenvolvimento, reforçando a capacidade global de acompanhar esta transformação tecnológica.

















