A Netflix prepara-se para despedir cerca de mil trabalhadores, numa redução que representa aproximadamente 6% da força de trabalho global da empresa. Esta será a maior vaga de despedimentos da plataforma de streaming desde 2022, numa altura em que enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa no setor do entretenimento.
Segundo a agência Reuters, que cita informações avançadas pelo The Wall Street Journal, os cortes deverão afetar sobretudo as equipas de tecnologia, desenvolvimento de produto, assuntos jurídicos e recursos humanos.
A decisão foi comunicada internamente aos trabalhadores pelos co-CEO da empresa, Ted Sarandos (62) e Greg Peters (56). Na mensagem, os responsáveis justificaram a reestruturação com a necessidade de concentrar recursos nas áreas consideradas prioritárias, garantindo que as previsões financeiras para este ano se mantêm.
No final de 2025, a Netflix contava com cerca de 16 mil trabalhadores. A redução agora prevista surge num contexto de pressão para redefinir as prioridades de investimento e responder à concorrência de plataformas como o YouTube e de outras empresas de entretenimento.
Para reforçar a sua posição no mercado, a empresa tem procurado diversificar as fontes de receita, apostando na publicidade, nas transmissões em direto e nos videojogos, para além do seu tradicional serviço de streaming.
A Netflix deverá divulgar os resultados financeiros do terceiro trimestre a 20 de outubro. A nova vaga de despedimentos marca mais uma etapa na reorganização da empresa, depois de, em 2022, ter eliminado cerca de 450 postos de trabalho.

















