A Nike vai avançar com novos cortes de postos de trabalho e com uma reorganização do negócio a nível mundial. A decisão surge numa altura em que a empresa enfrenta uma queda nas vendas e prevê que as dificuldades continuem nos próximos meses.

No primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, terminado a 31 de agosto de 2026, a Nike registou receitas de 11,2 mil milhões de dólares, uma queda de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ficou nos 712 milhões de dólares, uma descida de 2%.

Um dos maiores problemas está na China, onde as vendas caíram 26%, sem contar com o efeito das mudanças no valor das moedas. A empresa também está a sentir dificuldades em áreas importantes, como a Nike Sportswear e a marca Jordan.

Perante estes resultados, a Nike espera que as receitas do atual ano fiscal caiam perto de 10%. A empresa não revelou quantos trabalhadores serão afetados pelos novos cortes, que deverão começar em 2027. O presidente executivo, Elliott Hill, reconheceu que as mudanças vão resultar em menos postos de trabalho dentro da empresa.

A Nike pretende ainda reorganizar a forma como trabalha em diferentes partes do mundo e reduzir custos. O plano prevê poupar cerca de 2,5 mil milhões de dólares até 2031, embora a empresa espere gastar aproximadamente mil milhões de dólares com indemnizações e outros custos ligados à reestruturação.

Esta não é a primeira vaga de cortes recente na empresa. A Nike já tinha avançado com uma redução de milhares de postos de trabalho em 2026, numa tentativa de baixar despesas e recuperar o crescimento.