Lionel Messi despediu-se da seleção da Argentina, aos 39 anos, com um golo e duas assistências na vitória por 3-0 sobre o Benim, na noite de terça-feira, 6, em Buenos Aires, já madrugada desta quarta-feira (7), em Lisboa. Esta noite histórica aconteceu no Estádio Monumental, perante mais de 80 mil pessoas.

Os três golos surgiram na segunda parte. Nicolás Otamendi abriu o marcador aos 48 minutos, na sequência de um canto batido por Messi. Nico Paz fez o segundo, aos 61', com um remate de pé esquerdo ao segundo poste, de novo após passe do capitão da albiceleste.

Aos 71 minutos, Messi fechou o resultado, de grande penalidade, assinalada por falta sobre Agustín Giay dentro da área. Foi o golo 126 do avançado pela seleção argentina, no jogo 208 com a camisola principal do país. O capitão jogou toda a partida.

Numa noite carregada de emoção, Messi encerra, assim, um ciclo de 21 anos na seleção, depois de ter anunciado a saída no final de agosto, na sequência da derrota na final do Mundial frente à Espanha. Também Otamendi se despediu neste encontro.

No final do encontro, Messi dirigiu-se aos adeptos a partir do relvado do Monumental e explicou a decisão de deixar a seleção. O capitão afirmou que gostaria de continuar a representar a Argentina para sempre, mas que sente ter chegado o momento de sair, admitindo que o último Mundial foi demasiado para si.

Sobre a final perdida frente à Espanha, Messi garantiu que não se passou nada de estranho, afastando as teorias que circularam desde então. O avançado atribuiu a derrota ao cansaço, explicando que o jogo com a Inglaterra, nas meias-finais, representou um enorme desgaste físico e emocional e que a equipa chegou à final no limite.

O capitão revelou que o primeiro pensamento da noite foi para o pai e agradeceu aos companheiros que lhe permitiram cumprir o sonho de criança de ser campeão do mundo, da América e da Finalíssima. Recordou ainda o jogo disputado naquele estádio depois do Mundial de 2022 como o mais bonito da sua carreira e descreveu a despedida como o dia mais triste.

Messi assegurou que passa agora para o lado dos adeptos e pediu que continuem a apoiar a seleção nos momentos difíceis que hão de vir.

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