A primeira fase dos exames nacionais arranca esta terça-feira, dia 16, numa operação de grande dimensão que vai envolver cerca de cinco mil elementos da PSP e da GNR em todo o País. Este ano, as provas trazem uma mudança significativa com a introdução da digitalização centralizada das provas no centro da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM).

A operação deverá prolongar-se por cerca de 35 dias e abranger mais de 166 mil alunos e mais de 300 mil provas, contando ainda com a participação de milhares de professores. O dispositivo de segurança ficará responsável pelo transporte, recolha e entrega dos exames entre as escolas e os vários pontos definidos, num trabalho que se estende até 26 de junho.

“No presente ano, a operação associada aos exames nacionais apresenta um grau acrescido de complexidade, em resultado das alterações introduzidas no processo”, referiu a Direção Nacional da PSP ao Público.

As forças de segurança irão também realizar deslocações regulares às instalações da Imprensa Nacional-Casa da Moeda para garantir o cumprimento dos procedimentos definidos para a recolha, encaminhamento e digitalização das provas.

“Esta mudança implicou uma adaptação dos procedimentos por parte das forças de segurança no transporte, acompanhamento e encaminhamento das provas, traduzindo-se num aumento significativo das deslocações ao distrito de Lisboa”, acrescentou a mesma fonte.

De acordo com o novo modelo, a maioria das provas será digitalizada, com exceção de Geometria Descritiva e Desenho A, que continuarão a ser avaliadas em suporte papel. Depois da realização, estas provas seguem para os agrupamentos do Júri Nacional de Exames, sendo transportadas sob escolta policial e enviadas posteriormente “por correio expresso e seguro e com aviso de receção” para as escolas de origem.