João Matos despediu-se do Pavilhão João Rocha, esta quinta-feira, dia 25, com uma vitória por 3-2 sobre o Benfica, num dérbi que ficará para sempre ligado à história do capitão leonino.

Aos 39 anos, o fixo realizou o último jogo em casa com a camisola do Sporting, encerrando um percurso iniciado em Alvalade em 2001, quando ingressou no clube ainda nos escalões de formação. No final do encontro, o resultado (quase) passou para segundo plano.

As bancadas, repletas, prestaram uma homenagem emotiva ao jogador, com uma coreografia, aplausos prolongados e cânticos que levaram João Matos às lágrimas. Na assistência, os pais do internacional português acompanharam o momento e não esconderam também a emoção perante o reconhecimento prestado pelos leões e pelos adeptos.

"Quero agradecer a esta família. Foram mais de duas décadas, não há palavras. Muito orgulho por aquilo que consegui e por esta equipa lutadora. É muita emoção, mas, acima de tudo, é um prazer jogar na nossa casa, é um sentimento de muita felicidade, de uma história bonita. Quero que olhem para o João Matos como alguém que deu tudo pela equipa durante mais de 20 anos, esse é o legado que quero deixar. Despeço-me do João Rocha com a consciência que deu tudo o que tinha de mim", afirmou, emocionado, ao Canal 11.

Figura maior da história do futsal leonino, João Matos deixa um legado de mais de duas décadas de dedicação, liderança e títulos (40 no currículo), sendo unanimemente reconhecido como um dos símbolos do Sporting e da modalidade em Portugal. Falta terminar em beleza, isto é, no domingo, com o título de campeão nacional, na negra frente ao eterno rival, Benfica.

"Agora é ir à Luz, no quinto jogo. Estamos na posição em que o Benfica estava no ano passado, em que ficou em 2.º na fase regular, acabou por ganhar os dois últimos jogos e foi campeão na nossa casa. Vamos tentar fazer o mesmo. Está tudo em aberto. Cada dérbi é uma história diferente. Eles ou nós vamos escrever uma nova página no domingo. Agora é descansar e trabalhar", concluiu João Matos.