A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que recomenda o abandono gradual do tradicional mapa de Mercator em favor de uma representação mais fiel à dimensão de África e das restantes regiões equatoriais.

A proposta, apresentada pelo Togo, recebeu o apoio de 164 países. Os Estados Unidos foram o único voto contra e seis Estados europeus abstiveram-se.

Criada em 1569 por Gerardus Mercator para facilitar a navegação, a projecção aumenta as áreas próximas dos polos e reduz visualmente os territórios situados junto ao equador, sendo que o efeito faz a Europa e a América do Norte parecerem maiores e diminui África e a América do Sul, surgindo a Gronelândia surge com uma dimensão semelhante à de África, embora o continente africano seja 14 vezes maior.

A resolução promove o mapa Equal Earth, desenvolvido em 2018, que preserva melhor as proporções territoriais.

A União Africana apoia a mudança, vista como uma forma de combater o “colonialismo cartográfico”. Embora a decisão não seja obrigatória, poderá influenciar manuais escolares, documentos oficiais e plataformas digitais. O Togo prepara para 2027 uma reunião com a UNESCO, a União Africana e empresas tecnológicas para discutir a implementação.