Bruno Lage, de 50 anos, e a família viveram momentos de tensão esta quinta-feira, dia 8, em Riade, na Arábia Saudita, na sequência de um ataque dos rebeldes Houthis, do Iémen, contra o aeroporto internacional da capital saudita. O treinador português e os familiares encontram-se bem e em segurança.

Os Houthis reivindicaram a autoria do ataque, o terceiro registado em Riade desde domingo, dia 4. As explosões e a ativação dos sistemas de defesa antiaérea provocaram momentos de pânico na cidade.

Bruno Lage, que atualmente orienta o Al Diriyah, e a família sentiram de perto os efeitos do ataque. Apesar do susto, nenhum dos familiares do técnico português sofreu ferimentos.

De acordo com os dados atribuídos à Autoridade Geral de Aviação Civil da Arábia Saudita, os ataques provocaram vítimas mortais de nacionalidade egípcia, argelina e sudanesa, além de 36 feridos, alguns dos quais em estado grave. O número exato de mortos não foi indicado.

Na sequência dos incidentes, as autoridades reforçaram as medidas de segurança em torno das comitivas desportivas que se encontram na capital saudita.

O episódio aconteceu na véspera do encontro entre o Al Diriyah e o Al Nassr, agendado para esta sexta-feira, dia 9, às 19:00, a contar para a 8.ª jornada do campeonato saudita.

Bruno Lage terá pela frente a equipa de Cristiano Ronaldo, João Félix e Samu Costa. Do lado do Al Diriyah atua o avançado Darwin Núñez, antigo jogador do Benfica.