No decurso da intervenção que fez ontem, terça-feira, num colóquio à porta-fechada que se realizou na Universidade Lusíada sob o tema ‘Governação em contexto de crise’, e em que foi extremamente crítico em relação ao governo do seu partido, nomeadamente no que toca ao esforço fiscal a que os portugueses estão sujeitos, Pedro Passos Coelho não se escusou a revelar quanto ganha por mês, e qual a taxa de imposto a que estão sujeitos os seus rendimentos mensais.

Passos Coelho, que considerou que “o Estado trata qualquer pessoa com rendimentos medianíssimos como se fosse riquíssimo”, não hesitou em dar o seu próprio exemplo: “Eu tenho um rendimento mensal líquido mensal de cerca de 2 mil euros, pago 42 por cento de imposto, além dos 11% para a Segurança Social”. E rematou: “O que se entrega ao Estado é uma brutalidade”.

Recorde-se que o antigo primeiro-ministro, por vontade própria, não aufere qualquer subvenção mensal pelo facto de ter exercido cargos políticos, tendo apenas como rendimento o salário que aufere enquanto professor universitário.