Isabel Stilwell, de 66 anos, foi impedida de entrar na Sé de Silves por apresentar os ombros e os joelhos descobertos. Segundo a crónica da jornalista e escritora, publicada no jornal Público, uma funcionária da bilheteira informou-a de que o acesso ao monumento estava condicionado ao cumprimento de um código de vestuário, alegadamente definido pelo pároco responsável, que proíbe a entrada de visitantes com roupa considerada inadequada.

No relato, Stilwell descreve a situação como um "retrocesso civilizacional", criticando as regras aplicadas num dos mais importantes monumentos góticos do Algarve e Monumento Nacional desde 1922. A autora afirma que acabou por cobrir os ombros com um casaco e adaptar a roupa para conseguir entrar, enquanto o marido, que usava calções, foi autorizado a entrar sem restrições.

Na mesma crónica, Isabel Stilwell critica o documento distribuído aos visitantes, que apresenta um conjunto de normas para homens, mulheres e crianças, incluindo a proibição de ombros descobertos, calções, saias acima do joelho e roupas consideradas "sensuais".

A escritora sustenta que essas orientações não correspondem ao que é previsto no Catecismo da Igreja Católica relativamente ao traje adequado em espaços religiosos, defendendo que prevaleçam o bom senso, a hospitalidade e o respeito pelos visitantes.