Um vídeo divulgado pelos perfis oficiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC) mostra os novos filhotes que poderão integrar futuramente as operações da corporação.

Nas imagens, os animais aparecem em momentos de brincadeira, exploração do ambiente e interação com policiais militares e adestradores. A publicação destaca o nascimento de uma nova geração de labradores e pastores nelgas Malinois, raças amplamente utilizadas em atividades de detecção, busca e apoio operacional.

O conteúdo foi posteriormente republicado pelo portal Metrópoles, que informou a chegada de 20 filhotes ao batalhão, sendo 11 da raça labrador e nove da raça pastor belga malinois. Já a publicação original da PMERJ menciona o nascimento de nove filhotes de labrador e uma nova ninhada de pastores belgas malinois, sem informar o total de cães dessa segunda raça. A diferença nos números apresentados pelas duas publicações não foi esclarecida pelos responsáveis pelos conteúdos.

A formação de um cão policial começa antes mesmo do nascimento dos filhotes. O processo envolve a seleção criteriosa dos reprodutores, priorizando animais que apresentam características genéticas desejáveis para o trabalho, como equilíbrio emocional, resistência física, capacidade de aprendizado, motivação para atividades de busca e boa resposta a diferentes estímulos. O objetivo é aumentar as chances de que essas aptidões sejam transmitidas às novas gerações.

Após o nascimento, os filhotes passam por um protocolo conhecido como estimulação neurológica precoce, iniciado por volta do terceiro dia de vida. A técnica consiste na aplicação de exercícios controlados que contribuem para o desenvolvimento neurológico e para a adaptação dos animais a situações de stresse e mudanças ambientais. Paralelamente, os cães são expostos gradualmente a diferentes sons, superfícies, objetos e interações sociais, etapa considerada fundamental para a construção da confiança e do equilíbrio comportamental.

A partir do segundo mês de vida, os filhotes começam a ser avaliados de forma mais específica pelos policiais e adestradores do BAC. Durante esse processo, são observadas características como sociabilidade, concentração, instinto de busca, curiosidade, autoconfiança e disposição para o trabalho. Com base nesses critérios, os cães passam a ser direcionados para as funções em que demonstram maior potencial, podendo futuramente integrar equipes de detecção de drogas e explosivos, busca e resgate, patrulhamento ou outras atividades operacionais desenvolvidas pela unidade especializada da PMERJ.

Crédito: @policiamilitar_rj