As empresas instaladas nas áreas concessionadas do Porto do Soyo geram um volume anual de negócios estimado em sete mil milhões de kwanzas, cerca de 6,7 milhões de euros, num modelo em que a administração portuária deixou de assumir diretamente grande parte das operações.

A infraestrutura funciona atualmente como ‘porto senhorio’, concessionando os diferentes espaços a operadores privados especializados, sendo que Kwanda, Petromar e Sogester estão entre as três principais concessionárias presentes no complexo.

As duas primeiras desenvolvem sobretudo atividades relacionadas com o apoio à indústria petrolífera e às operações offshore, enquanto a Sogester explora o terminal fluvial de passageiros e carga que assegura a ligação entre o Soyo e Cabinda.

A administração pretende agora diversificar as atividades económicas do porto através da criação de um novo terminal de fertilizantes. A instalação deverá ocupar uma área já concessionada e permitir movimentar novos tipos de mercadoria.

A estratégia procura reduzir a excessiva dependência das operações ligadas ao petróleo e reforçar a posição do Soyo como plataforma logística do Norte de Angola.