A FIFA vai avaliar a possibilidade de aumentar o número de seleções presentes no Campeonato do Mundo para 64 já na edição de 2030, competição que terá Portugal, Espanha e Marrocos como principais anfitriões. A confirmação foi feita por Gianni Infantino, de 56 anos, presidente do organismo que tutela o futebol mundial.
Em declarações ao meio suíço Bluewin, Infantino explicou que o tema será analisado pelos órgãos competentes depois de concluído o Mundial deste ano.
"É, definitivamente, uma questão que será examinada e discutida nos comités relevantes após este Mundial", afirmou.
Depois de o torneio ter passado de 32 para 48 participantes na edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, a FIFA admite agora um novo alargamento, desta vez para 64 seleções.
Segundo Infantino, o principal objetivo passa por dar oportunidade a um maior número de países de marcar presença na maior competição de seleções do mundo.
"É um torneio para o mundo inteiro, não apenas para a Europa e para a América do Sul", sublinhou o dirigente, acrescentando que "todas as nações devem poder sonhar em participar no Mundial".
O presidente da FIFA considera que o crescimento do nível competitivo em vários continentes justifica a discussão.
"A qualidade das equipas é extremamente alta e está a aumentar em todo o mundo. Se não dermos aos países mais pequenos a oportunidade de participar no Mundial, faltar-lhes-á o incentivo para continuarem a melhorar", defendeu.
A possibilidade de um novo aumento do número de participantes ganhou força em setembro de 2025, quando dirigentes sul-americanos apresentaram formalmente a proposta à FIFA.
Para Gianni Infantino, a expansão para 48 equipas revelou-se um "sucesso a 100 por cento", apesar das críticas que o novo formato recebeu. Entre os opositores esteve o selecionador do Gana, Carlos Queiroz (73), que considerou que a alteração retirou importância à fase de qualificação e tornou o torneio "vulgar e comum".
Também o presidente da UEFA, Aleksander Čeferin (58), já manifestou oposição a uma nova expansão, classificando a ideia como "uma má ideia", por considerar que poderá prejudicar tanto a competição como as fases de qualificação europeias.

















