Portugal encerrou a primeira parte do jogo amigável com o Chile com mais problemas do que seria desejável. Perto do intervalo, um lance que envolveu João Cancelo e Faúndez desencadeou uma confusão generalizada entre as duas equipas, com Román e Rafael Leão a verem cartão vermelho direto, deixando ambas as seleções reduzidas a dez jogadores.

Leão perdeu o autocontrole, agarrou Román pelo pescoço com as duas mãos e empurrou-o, fazendo o chileno cair no chão.  João Cancelo também esteve no centro da confusão, mas escapou sem punição.  Com dez para cada lado, Portugal acabou por gerir melhor a superioridade técnica e venceu por 2-1.

Na segunda parte, já com os ânimos mais frios e o marcador empatado, Portugal foi superior. Gonçalo Guedes abriu o marcador depois de uma combinação com Francisco Conceição, e Bruno Fernandes fez o segundo com um remate de meia-distância após recuperar a bola e combinar com Guedes.  O Chile reduziu já em tempo de descontos, por Lucas Cepeda. 

O resultado é positivo, a exibição menos. Na primeira parte, Portugal assumiu a posse e teve dinâmicas interessantes entre os extremos, mas o fulgor inicial foi esbatendo à medida que o jogo avançou, com dificuldades a furar o bloco baixo chileno.  A vitória tranquiliza, a expulsão de Leão preocupa.

Segundo o código disciplinar da FIFA, se a expulsão for classificada como conduta violenta ou agressão, e não como falta simples, o Comité Disciplinar poderá abrir processo e aplicar uma suspensão a cumprir em jogos oficiais, neste caso no Mundial.  A expectativa, porém, é que Leão cumpra a suspensão no jogo amigável frente à Nigéria e esteja disponível para o arranque do Mundial, diante do Congo, a 17 de junho. 

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