Pedro Pablo Pichardo, de 33 anos, voltou a colocar Portugal no pódio do triplo salto europeu. O campeão mundial conquistou este sábado, dia 15, a medalha de prata nos Europeus de atletismo de Birmingham, com 17,76 metros, a melhor marca pessoal da temporada, numa final em que apenas foi superado pelo italiano Andy Díaz, autor de um extraordinário salto de 18,15 metros.

Pichardo entrou na final praticamente a voar. Logo na primeira tentativa chegou aos 17,76 metros e assumiu a liderança. A resposta, porém, surgiu no ensaio seguinte. Depois de começar com um salto nulo, Díaz (também nascido em Cuba) alcançou 18,15 metros, novo recorde italiano, melhor marca mundial do ano e quarto melhor salto da história. Andrea Dallavalle, igualmente italiano, completou o pódio, com 17,37.

O português ainda registou 17,50 e 16,99 metros, mas abdicou das três últimas tentativas devido a problemas físicos. “Não foi pelo salto dele que abdiquei. Abdiquei porque os tornozelos não se comportaram bem”, explicou Pichardo, revelando que começou a sentir dores depois do primeiro ensaio e que o treinador lhe recomendou que parasse.

A prata prolonga uma carreira de exceção ao serviço de Portugal. Campeão europeu em Munique, em 2022, Pichardo repete o segundo lugar alcançado em Roma, em 2024, e soma agora três medalhas em Europeus. No currículo estão ainda, entre outros resultados, o ouro olímpico de Tóquio 2020, a prata de Paris 2024 e o título mundial conquistado em Tóquio, em 2025.

A história de Pichardo com Portugal começou longe das pistas nacionais. Natural de Santiago de Cuba, deixou a seleção cubana em 2017, durante uma concentração na Alemanha, numa altura em que pretendia voltar a trabalhar com o pai e treinador, Jorge Pichardo. Acabaria por ser contratado pelo Benfica e naturalizou-se português no final desse ano. A federação internacional autorizou-o posteriormente a representar Portugal nas grandes competições a partir de agosto de 2019.

Ontem, em Birmingham, o ouro ficou a 39 centímetros, mas Pichardo não escondeu a satisfação. “Não ganhei, mas valeu a pena. Saio daqui com uma medalha, mais uma no meu currículo”, afirmou. E reconheceu o mérito do rival: “Nem sempre se ganha. Hoje não foi o meu dia de vencer, mas estou contente. Já lhe dei os parabéns, porque foi uma boa prova.”

Crédito: @eurosportpt / Instagram