Raul Minh’alma está de regresso às livrarias com 'As Flores que o Inverno Deixou', um romance que aborda as feridas emocionais, a dificuldade de voltar a confiar e a possibilidade de recomeçar. Numa entrevista exclusiva ao 24Horas, o escritor revelou o que distingue esta nova obra dos seus trabalhos anteriores e a mensagem que pretende transmitir aos leitores.
A narrativa centra-se em Mia, que, depois de sofrer um acidente grave, se prepara para sair do hospital, mas vê-se numa situação delicada, sem conseguir recuperar a sua independência e sem ter ninguém a quem recorrer. É nesse contexto que acaba por receber a ajuda de Vicente, o irmão da sua melhor amiga, que já morreu, e com quem nunca teve uma relação fácil. No entanto, aquilo que começa por ser uma ajuda acaba por despertar sentimentos inesperados, levando os dois a confrontar o passado e a perceber se ainda são capazes de voltar a confiar e a amar.
Segundo o autor, este livro marca um regresso à narrativa na primeira pessoa, através das vozes dos protagonistas, uma abordagem que já não utilizava há algum tempo.
"É um livro mais humano, mais imperfeito. Não quero ser moralista, nem quero dar lições de moral a ninguém, quero só ser real e imperfeito.", afirmou o escritor, ao 24Horas.
O perdão e a cura emocional são algumas das principais mensagens da obra. Com este romance, o escritor pretende devolver a esperança no amor, mas também mostrar que é possível reconstruir relações com pessoas do passado, mesmo quando existem mágoas por resolver.
"Uma delas é que perdoar é curar. Essa é umas grandes mensagens desta história, que fala sobre perdão também.", revelou Raul.
Considerado o autor de literatura portuguesa mais vendido em Portugal, Raul Minh’alma reconhece que este lugar acarreta uma responsabilidade acrescida. Ao 24Horas, explicou que procura escrever histórias que acrescentem valor à vida dos leitores, deixando uma mensagem que perdure para além da última página, em vez de serem apenas livros que se terminam e ficam para trás.

















