A União Geral de Trabalhadores (UGT) perdeu cerca de cinco mil associados nos últimos quatro anos, contando atualmente com aproximadamente 430 mil trabalhadores filiados. Os números, divulgados pela agência Lusa, revelam também uma redução significativa das organizações sindicais integradas na central.

Segundo o relatório de atividades do secretariado nacional, a UGT reúne agora 50 sindicatos, contra os 77 registados em 2022, mantendo ainda sete federações e 20 uniões.

Os dados são conhecidos no segundo e último dia do 15.º Congresso da UGT, que decorre este domingo, dia 11, na Figueira da Foz, onde será votada a Resolução Programática para o quadriénio 2026-2030.

A central sindical assume como prioridade recuperar a força do movimento sindical, defendendo um sindicalismo "autónomo, independente, democrático, responsável e reivindicativo", capaz de conciliar o diálogo com a defesa firme dos direitos dos trabalhadores.

O documento aposta na renovação geracional, no envolvimento dos jovens e no reforço da participação feminina, considerando essenciais sindicatos fortes e dirigentes preparados.

A UGT pretende ainda adaptar a comunicação e a organização sindical às novas tecnologias, preservando a "proximidade, a solidariedade e a ação coletiva".

A perda de associados surge num contexto de reduzida sindicalização em Portugal. Segundo os últimos dados oficiais, apenas 7% dos trabalhadores estavam sindicalizados em 2024, menos 0,2 pontos percentuais do que no ano anterior.

O setor financeiro e dos seguros apresenta a maior taxa de sindicalização, com 44,9%.