Rui Borges, de 45 anos, reconheceu este sábado, dia 24, que o Sporting tem revelado falta de energia e maturidade em determinados momentos dos jogos, mas recusou utilizar esses problemas como desculpa para os resultados menos conseguidos.

Na antevisão ao encontro com o Académico de Viseu, o treinador leonino assumiu responsabilidades e garantiu que a equipa tem capacidade para fazer melhor.

"Digo falta de energia e isso não é justificação. Tínhamos obrigação de ter feito mais, outro resultado, mesmo perante este adversário e a boa estratégia do adversário", afirmou, numa referência ao encontro com o LASK Linz.

O técnico explicou que a equipa apresentou dificuldades coletivas, sobretudo na circulação de bola: "Não senti a intensidade do jogo do Lens ou Braga. Foi coletiva, não foi individual."

Confrontado com as críticas à atitude competitiva dos jogadores, Rui Borges distinguiu os vários encontros e admitiu que a segunda parte diante do Vitória de Guimarães foi particularmente negativa.

"O único jogo que claramente não estivemos à altura foi a segunda parte com o Vitória. Foi má. Podia ter feito outras coisas enquanto treinador", reconheceu.

Para o técnico, a equipa precisa de maior capacidade de reação quando surgem dificuldades físicas e emocionais. "Às vezes, não é por quererem. É porque o corpo não responde", explicou, apontando a falta de maturidade e o excesso de passes falhados.

Sobre as opções táticas, nomeadamente a utilização de Altimira numa posição mais recuada, defendeu as suas decisões e lembrou que até Guardiola faz substituições sem conseguir vencer.

"A culpa é sempre aqui do treinador. Podemos fazer melhor. O nosso propósito é ganhar e tirar rendimento", concluiu.