Rui Borges, de 45 anos, mostrou-se confiante na conferência de imprensa desta terça-feira, dia 20, de antevisão ao encontro de amanhã entre Sporting e LASK Linz, para a Liga dos Campeões, destacando a importância de conquistar os três pontos para aproximar os leões do apuramento europeu.

"Não garantimos o apuramento, mas chegar aos nove pontos será um passo importante para atingir o objetivo de chegar ao play-off. É importantíssimo ganhar em nossa casa, e o grupo sabe disso", afirmou o treinador leonino, prometendo dedicar a vitória "aos adeptos": "A vitória será sempre dedicada a eles. E depois a nós, porque os jogadores correm muito. Estão sempre focados, a vitória será sempre do grupo e posteriormente aos adeptos." 

Sobre Ibrahim Ba, afastou qualquer problema físico: "Está disponível para jogar há duas ou três semanas. É uma questão de oportunidade. Não tem nenhuma lesão." E garantiu: "Está a 100% e terá a sua oportunidade com o tempo."

O técnico valorizou a semana sem competição, após o Sporting não ter jogado na Taça de Portugal: "Foi evidente a recuperação de algum cansaço acumulado." O período permitiu ainda "consolidar comportamentos numa equipa jovem e com muitos jogadores novos."

Questionado sobre a dinâmica ofensiva de Irankunda e Maxi Araújo, Borges defendeu que a equipa está mais equilibrada: "Com dois extremos mais verticais, temos mais equilíbrio, porque nem sempre os laterais expõem a equipa aos contra-ataques."

Quanto às duas derrotas anteriores diante do LASK, desvalorizou o passado: "Já passaram alguns anos e, entretanto, o Sporting tem consolidado a sua grandeza a nível europeu. Estamos focados em consolidar essa grandeza, dar continuidade à história do Sporting e continuar a escrever novos capítulos dessa história."

Sobre a polémica com o diretor do jornal Record, Rui Borges respondeu assim: "Sou muito calmo. Às vezes, calmo demais. Nem quis individualizar ou entrar em polémicas. Respeito muito o vosso trabalho, de todos. Respeito a crítica, que faz parte. Desde que meti na cabeça que ia ser treinador principal, sabia bem que, se nalgum momento alcançasse os meus sonhos – e tenho conseguido, felizmente, teria de saber lidar com essa crítica. O treinador tem um papel difícil, por isso, respeito toda a gente e a crítica. Não gosto é de crítica disfarçada de opinião. Reservo o direito de, quando entender, tentar defender a minha dignidade, a minha carreira, o meu grupo e o Sporting. Vou defender sempre o Sporting. Jamais quero entrar em polémicas. Às vezes, há momentos em que podemos estar mais a frio ou menos a frio, mas serei sempre o mesmo treinador, o mesmo rapaz calmo. Agora, quem não se sente, não é filho de boa gente."