Samu Aghehowa, de 22 anos, abriu o jogo sobre os meses difíceis que viveu durante a recuperação de uma rotura do ligamento cruzado. O avançado do FC Porto, que regressou à competição no clássico frente ao Benfica, admitiu que passou por momentos de grande desgaste físico e emocional, mas garante estar agora completamente recuperado.

"A verdade é que foi um caminho muito longo. Graças a Deus chegou ao fim", começou por dizer Samu, em declarações ao programa 'La Tribu', da Radio MARCA. O regresso aconteceu mais cedo do que estava previsto e ficou marcado pela receção dos adeptos portistas. "A forma como o estádio me recebeu foi incrível, algo que nunca vou esquecer."

O avançado explicou que inicialmente não contava regressar precisamente diante do Benfica. "Não estava planeado regressar nesse jogo, mas no final tudo correu como tinha sonhado", revelou. As boas indicações dadas nos treinos acabaram por levar os médicos a dar-lhe alta.

Samu não esconde que a recuperação teve momentos particularmente complicados. "Há dias em que nem sequer te apetece levantar da cama. Há dias em que dás um passo e sentes-te mais perto e, se calhar, no dia seguinte não te sentes como pensavas que te ias sentir. É um acumular de emoções", desabafou.

A lesão também o impediu de estar ao serviço da seleção espanhola, e Samu admite que essa foi uma das primeiras preocupações quando percebeu a gravidade do problema. "A primeira coisa em que pensei, não vou mentir, foi no Mundial."

O alívio chegou definitivamente quando voltou a entrar em campo. "A última vez que chorei foi quando terminou o jogo em que voltei a jogar. No fundo, é como uma libertação de que tudo já passou", contou. Atualmente, garante sentir-se em pleno: "Sinceramente, quando me vejo a treinar, é como se não me tivesse lesionado. Até me sinto melhor do que antes."

Samu falou ainda sobre a passagem pelo Atlético Madrid, período que descreveu como particularmente intenso. “Esta história foi como um filme. Vivi tudo muito intensamente porque me contrataram quando eu era ninguém”, recordou. Apesar da gratidão pelo clube espanhol, admitiu que existiram momentos difíceis: "Aconteceram muitas coisas que também não quero contar, porque foi um período em que passei muito mal."

Sobre Diego Simeone, o avançado afastou qualquer ressentimento: "Não tenho nada contra ele. É uma luta de interesses e acho que foram coisas do passado que a pessoa acaba por esquecer. Também não sou rancoroso."