O 43.º Congresso do PSD, que decorre este fim-de-semana em Sangalhos, ficou marcado por um dos momentos politicamente mais simbólicos dos últimos anos: o regresso de Pedro Santana Lopes ao partido de que foi líder e primeiro-ministro. O antigo presidente social-democrata, que abandonou o PSD em 2018, durante o ‘consulado’ de Rui Rio, para fundar o Aliança, voltou agora à casa de onde saiu há oito anos, sendo recebido com prolongados aplausos pelos congressistas.
A presença do atual presidente da Câmara da Figueira da Foz constituiu um dos momentos mais emotivos da reunião magna social-democrata, encerrando um longo período de afastamento político e pessoal. Santana Lopes assumiu que o regresso representa um reencontro com as suas origens políticas e com a história do partido.
No discurso que proferiu ontem à noite perante os delegados, o antigo primeiro-ministro sublinhou que “o meu coração sempre esteve aqui”, uma frase que sintetizou o significado do seu regresso ao PSD. Num tom simultaneamente emotivo e mobilizador, acrescentou ainda que “regresso à minha casa política” e apelou à união dos sociais-democratas em torno dos desafios que o partido enfrenta nos próximos anos.
Santana Lopes procurou igualmente valorizar o legado histórico do PSD e a necessidade de preservar a sua identidade, defendendo que o partido deve continuar a ser uma grande força reformista e de governo. A intervenção foi recebida com várias ovações, num congresso que ficou marcado pelo seu regresso às hostes laranjas, após 8 anos de afastamento.
O regresso Santana Lopes assume também um forte valor simbólico, e a sua presença em Sangalhos acaba por reforçar a ideia de reunificação da família social-democrata, trazendo de volta ao partido uma das suas figuras mais mediáticas das últimas décadas, antigo presidente do PSD, primeiro-ministro e autarca de Lisboa e da Figueira da Foz.

















