O tempo de verão está prestes a dar lugar ao outono em Portugal. Depois de vários dias de sol e temperaturas elevadas, a mudança deverá começar a sentir-se a partir de domingo, 27, com o aumento da nebulosidade e o regresso da chuva ao território continental.
A alteração está relacionada com uma poderosa depressão atlântica, que deverá entrar num processo de ciclogénese explosiva e transformar-se num chamado 'ciclone-bomba' durante a próxima semana. No entanto, o fenómeno não deverá atingir diretamente Portugal continental. Serão sobretudo as frentes frias associadas a esta depressão que vão afetar o País.
Segundo uma análise da Meteored, a depressão deverá começar por influenciar os Açores entre domingo, 27, e segunda-feira, 28, provocando períodos de chuva, sobretudo nas ilhas das regiões Ocidental e Central. A partir de terça-feira, 29, o sistema deverá intensificar-se significativamente sobre o Atlântico Norte, podendo atingir o estatuto de ciclone-bomba.
O fenómeno ocorre quando uma depressão extratropical sofre um aprofundamento muito rápido e intenso, com uma descida acentuada da pressão atmosférica no seu centro. Neste caso, os modelos meteorológicos apontam para uma queda da pressão central de 982 para 952 hectopascais num período de apenas 24 horas.
Apesar da intensidade da depressão, o centro da tempestade deverá permanecer longe de Portugal. Ainda assim, as suas frentes frias deverão atravessar o continente entre terça-feira, 29 de setembro, e quinta-feira, 1 de outubro.
Para esses dias estão previstos períodos de chuva frequentes, geralmente fracos, mas que poderão ser pontualmente moderados a fortes. A precipitação deverá ser mais provável e frequente nas regiões do Norte e Centro.
A chegada de ar mais frio vindo do Atlântico deverá provocar também uma descida significativa das temperaturas, marcando uma mudança clara face ao tempo quente que tem dominado os últimos dias.
O vento será outro dos elementos a ter em atenção, com as previsões a apontarem para rajadas mais fortes, sobretudo nas zonas do litoral e durante a fase inicial do episódio.
Apesar de ainda existir alguma incerteza relativamente à trajetória exata da depressão, a Meteored alerta que não deverá ser descartado o risco de inundações rápidas e localizadas em algumas zonas, principalmente caso ocorram períodos de chuva intensa num curto espaço de tempo.

















