A nova sondagem AtlasIntel/Bloomberg, divulgada esta quarta-feira, dia 23, coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na primeira volta das eleições presidenciais de 2026. Lula surge com 45,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro regista 43,4%. A diferença é de 2,4 pontos percentuais.
Seguem-se Renan Santos (Missão), com 4,5%, Augusto Cury (Avante), com 2,1%, Ronaldo Caiado (PSD), com 1,3%, e Romeu Zema (Novo), com 0,9%. Outros candidatos somam 0,8%, enquanto 0,7% dos inquiridos indicaram voto em branco ou nulo e 0,5% não souberam responder.
O estudo também avaliou cenários para uma eventual segunda volta. Numa disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, o atual presidente brasileiro surge com 47,7%, contra 47,4% do senador. A diferença de 0,3 pontos percentuais está dentro da margem de erro de um ponto percentual, configurando um empate técnico. Votos em branco, nulos e respostas de eleitores que não souberam responder representam 4,9%.
Em comparação com a sondagem anterior, divulgada cinco dias antes, Lula passou de 44,1% para 45,8% na primeira volta. Flávio Bolsonaro também registou uma subida, de 41,7% para 43,4%. Os dois principais candidatos cresceram, portanto, no período analisado.
A pesquisa avaliou ainda outros cenários para a segunda volta. Lula surge com 47,6%, contra 42,2% de Romeu Zema; 46,6% contra 44% de Ronaldo Caiado; 46,2% contra 39,4% de Augusto Cury; e 46,5% contra 31,2% de Renan Santos.
Campanhas já identificam movimento de voto útil
As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro começam a identificar sinais de uma possível mudança no comportamento dos eleitores, com o chamado voto útil a ganhar espaço na disputa presidencial. Segundo uma reportagem do Metrópoles, baseada em sondagens internas da campanha de Lula, parte dos eleitores poderá estar a abandonar candidaturas com menor intenção de voto para concentrar a escolha nos dois nomes que aparecem à frente nas sondagens.
O voto útil ocorre quando um eleitor, apesar de ter uma preferência inicial por determinado candidato, decide apoiar outro por considerar que este tem maiores possibilidades de chegar à segunda volta ou de disputar a eleição em melhores condições. Na prática, o eleitor pode continuar a identificar-se mais com uma candidatura, mas optar por outra para tentar influenciar quais serão os dois candidatos presentes na segunda volta.
Este comportamento pode contribuir para explicar a concentração das intenções de voto observada nas sondagens mais recentes. No levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado esta quarta-feira (23), Lula e Flávio Bolsonaro somam 89,2% das intenções de voto na primeira volta, enquanto os restantes candidatos apresentam percentagens bastante inferiores.
A AtlasIntel, contudo, não afirma que este resultado seja consequência de voto útil. A associação ao fenómeno resulta da análise feita pelas campanhas e da evolução dos números. Segundo o Metrópoles, sondagens internas da campanha de Lula começaram a identificar essa tendência, mas os dados públicos ainda não permitem afirmar que exista uma transferência consolidada de votos entre candidaturas.
O cenário ganha relevância porque tanto Lula como Flávio Bolsonaro cresceram na nova sondagem. Lula passou de 44,1% para 45,8%, enquanto Flávio avançou de 41,7% para 43,4%. Ao mesmo tempo, os dois surgem praticamente empatados numa eventual segunda volta, com 47,7% para Lula e 47,4% para Flávio Bolsonaro.

















