Dolly Parton terá aceitado receber medicamentos experimentais contra o cancro mesmo sabendo que poderiam não resultar no seu caso, numa tentativa de contribuir para tratamentos que viessem a beneficiar outros doentes. A revelação foi feita pela irmã mais nova, Stella Parton, dias depois da morte da cantora, aos 80 anos.
"Ela disse-me recentemente que, mesmo que não houvesse esperança para ela, ainda permitiria que a equipa médica tentasse medicação experimental na esperança de ajudar outras pessoas no futuro. A minha irmã pensava sempre nos outros", contou Stella numa homenagem publicada no Facebook.
A também cantora descreveu Dolly como alguém profundamente generoso, garantindo que a personalidade conhecida pelo público correspondia à mulher que a família conhecia em privado. "A minha irmã foi uma das pessoas mais generosas, atenciosas e gentis que já conheci", escreveu. "O que o Mundo viu foi exatamente quem ela era".
Stella apelou ainda aos admiradores da irmã para que mantenham vivo esse espírito, procurando "mostrar mais bondade, apoiar os outros e doar mais do seu tempo e recursos, como continuou a fazer até ao fim".
Dolly Parton esteve internada no Centro de Cancro Vanderbilt-Ingram, em Nashville, devido a problemas renais e autoimunes, tendo morrido rodeada pela família após uma "breve luta" contra o cancro.
"Sei que ela está a brilhar intensamente, com todo o seu esplendor", afirmou Stella Parton, de 77 anos. "Ela deixou o Mundo um lugar melhor por ter estado nele, por isso vamos seguir o seu exemplo".
A morte acontece pouco mais de um ano depois de Dolly ter perdido o marido, Carl Dean, que morreu em 2025, aos 82 anos. Os dois estavam casados desde 1966 e não tiveram filhos.
Conhecida como a 'Rainha da Country', Dolly Parton construiu uma carreira de quase seis décadas. Estreou-se em álbum em 1967, com 'Hello, I'm Dolly', e viria a lançar 50 discos de estúdio, além de centenas de canções. Conseguiu 25 singles no primeiro lugar da tabela country norte-americana e levou '9 to 5' ao topo da tabela de música pop nos Estados Unidos.
O seu legado ultrapassou, contudo, a música. Além da carreira como atriz, foi distinguida com 11 Grammys, três Emmys, um Óscar honorário humanitário e um Tony. Através do programa de literacia 'Imagination Library', ajudou ainda a distribuir mais de 150 milhões de livros a crianças.

















