André Villas-Boas, de 48 anos, revelou novos detalhes sobre a delicada situação financeira que encontrou quando assumiu a presidência do FC Porto e explicou que a recuperação económica dos dragões continuará dependente da valorização e venda de jogadores. Num evento promovido por Diego Ribas, antigo futebolista do clube, o dirigente recordou os primeiros meses à frente.
"Quando chegámos ao FC Porto, a situação financeira era terrível! Tínhamos oito mil euros na conta, 15 milhões para pagar em 15 dias e 100 milhões em quatro meses", disse Villas-Boas. Segundo o presidente, depois de ultrapassada essa fase, a situação desportiva obrigou a novas decisões. "Chegámos a janeiro mal no campeonato, estávamos em terceiro, e tivemos de vender jogadores."
Villas-Boas apontou então as transferências de Galeno para o Al Ahli, por 50 milhões de euros, e de Nico González para o Manchester City, por 60 milhões, negócios que, segundo o dirigente, permitiram ao FC Porto levantar mais 110 milhões.
O presidente destacou ainda a aposta posterior no reforço da equipa. "Contratámos um treinador de topo, jovem e ambicioso, e devolvemos ao treinador o maior mercado de sempre da história do FC Porto", enalteceu, indicando um investimento de 100 milhões de euros em jogadores.
Para o futuro, Villas-Boas assume que a venda de ativos será determinante para reduzir a dívida. O dirigente avalia atualmente o plantel em 425 milhões de euros, "o mais valioso de sempre" do clube, e aponta nomes como William Gomes, Samu, Froholdt e Diogo Costa como exemplos do património desportivo que poderá permitir ao FC Porto "finalmente estabilizar do ponto de vista económico".





















