André Villas-Boas, de 48 anos, entrou no polémico caso que envolve Cristiano Ronaldo (41) e Jorge Jesus (72) e deixou um apelo claro à Federação Portuguesa de Futebol: é preciso encontrar uma solução que impeça uma rutura definitiva entre o capitão e a Seleção Nacional.

À margem das comemorações do 25.º aniversário da Casa do FC Porto de Chaves, o presidente dos dragões começou por defender a autoridade do selecionador. "Todas as decisões por parte de um treinador são soberanas, tenham elas mais ou menos justificação", afirmou, lembrando que, para os jogadores, algumas opções podem ser difíceis de compreender: "A voz do treinador é soberana. Assim deve ser nos clubes e também nas seleções."

Villas-Boas, porém, considera que o estatuto e o peso histórico de Cristiano Ronaldo obrigam a um cuidado especial na resolução do conflito. "No caso de um jogador com a dimensão do Cristiano Ronaldo, que tanto fez pelo País e pela Seleção, a história não pode terminar desta maneira", avisou.

O líder portista colocou mesmo Pedro Proença, presidente da FPF, no centro da procura de uma saída para o impasse, manifestando esperança numa "boa resolução do caso".
Cristiano Ronaldo, recorde-se, abandonou o estágio da Seleção em Copenhaga, depois de não ter sido utilizado frente à Noruega e de ter falhado os treinos seguintes. O capitão já prometeu explicar "a seu tempo" as razões da decisão.

Villas-Boas reconhece a dimensão nacional da polémica: "A marca do Ronaldo para Portugal é muito valiosa." Mas deixou também um princípio sem margem para dúvidas: "No balneário manda a voz do treinador" e cabe ao jogador aceitar as decisões de quem comanda.