Pedro Proença, de 55 anos, voltou a garantir que Cristiano Ronaldo (41) continua a ser uma peça fundamental da Seleção Nacional. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mostrou-se disponível para encontrar uma solução que permita o regresso do capitão, depois de o avançado ter abandonado a concentração da equipa das quinas, no final de setembro, na sequência de um desentendimento com o selecionador Jorge Jesus (72).

À margem da assinatura de um protocolo de cooperação entre a FPF, a Câmara Municipal do Funchal e a Associação de Futebol da Madeira, esta sexta-feira, 16, Proença apelou à tranquilidade e defendeu que chegou o momento de as partes se sentarem à mesa para resolver a situação.

"Estamos todos juntos. Iniciámos um processo com 25 jogadores. Aquilo que queremos todos é ganhar a Liga das Nações e contamos com todos. Obviamente que o nosso capitão Cristiano Ronaldo é uma das peças fundamentais para conseguir isso", afirmou o dirigente, sublinhando a importância do avançado para a equipa nacional.

Garantiu ainda que o regresso do jogador é possível e recordou que o próprio Cristiano Ronaldo já manifestou essa intenção numa carta. "Agora é o momento da tranquilidade, de nos sentarmos todos à mesa e de encontrarmos as boas soluções", acrescentou.

Esta não é a primeira vez que o presidente da FPF manifesta vontade de voltar a contar com o capitão da Seleção Nacional. Na inauguração do Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto, o dirigente evitou comentar o processo disciplinar instaurado ao jogador, mas deixou clara a intenção de o ter novamente junto da equipa.

"A Federação quer ter o capitão rapidamente connosco. O selecionador também quer ter o capitão connosco. E, fundamentalmente, há uma grande vontade do nosso capitão de voltar a estar com a nossa seleção", afirmou na ocasião.

O processo disciplinar está nas mãos da Comissão de Instrução Disciplinar da FPF. Ronaldo deverá ser notificado para apresentar a sua versão dos acontecimentos, seguindo-se a avaliação do caso e a decisão sobre uma eventual sanção.

A situação poderá ter consequências desportivas, uma vez que o avançado corre o risco de falhar os jogos de Portugal previstos para novembro, caso o processo não fique concluído a tempo.