Francesco Farioli, de 37 anos, viveu uma noite especial no Estádio do Dragão. O treinador italiano alcançou a 50.ª vitória ao comando do FC Porto e recebeu um presente de André Villas-Boas, presidente dos azuis e brancos, para assinalar o feito histórico, após o triunfo sobre o Académico de Viseu (1-0), nos quartos- -de-final da Taça da Liga.
A vitória dos azuis e brancos ficou envolta em polémica. O único golo da partida foi apontado pelo mexicano Santiago Giménez, aos 45 minutos, na conversão de uma grande penalidade muito contestada. O árbitro Sérgio Guelho considerou que Hugo Gambor jogou a bola com o braço, depois de um desvio do guarda-redes Juan Soriano. Apesar de o contacto ter sido involuntário, o VAR confirmou a decisão.
Farioli, que revolucionou o onze inicial e apostou num sistema de três centrais, alcançou a meia centena de triunfos em apenas 67 jogos oficiais, igualando Miguel Siska. Apenas Artur Jorge atingiu a marca mais rapidamente, em 65 encontros.
O FC Porto garantiu assim a presença na final four da Taça da Liga, mas voltou a revelar dificuldades para transformar o domínio em golos. Juan Soriano evitou uma vantagem mais confortável, enquanto Cláudio Ramos também foi decisivo na baliza portista.
No final, Farioli destacou a importância da competição: "Está sempre um troféu em jogo, no FC Porto não há jogos amigáveis nem jogos para oferecer."
O triunfo teve ainda uma nota negativa: o veterano Chris Smalling lesionou-se no joelho e abandonou o relvado aos 54 minutos.

















