Rui Borges, de 45 anos, emocionou-se esta quinta-feira, dia 29, ao denunciar os ataques de que a família tem sido alvo, numa conferência de imprensa marcada pela pressão sobre o seu futuro no Sporting, na véspera da deslocação ao terreno do Casa Pia, em Rio Maior, para a 10.ª jornada da Liga.
"Só há uma coisa que me magoa. Quem sofre não sou eu, é o meu filho, a minha mulher, os meus pais, as minhas irmãs", desabafou, antes de revelar um episódio revoltante: "O meu filho joga futebol e foi enxovalhado no último jogo por ser filho de quem é. E isso não admito! É grave!"
O treinador lamentou a "muita falta de respeito pelo Rui Borges, não pelo treinador", mas garantiu estar preparado para resistir à contestação: "O ruído? Bola, zero! Passa-me completamente ao lado. Não cheguei ao Sporting de paraquedas. Não era o melhor treinador do mundo quando fui campeão nacional, não sou o pior quando os resultados são menos positivos."
Questionado sobre a continuidade, respondeu, com uma pergunta: "O treinador está sempre a prazo. Qual é o treinador que tem garantias?" Sobre as conversas com Frederico Varandas, recusou revelar pormenores.
Com os leões a nove pontos do líder FC Porto, Borges reconheceu dificuldades: "Tínhamos de fazer melhor nalguns jogos, não fomos capazes." E criticou o ambiente de exigência: "O Sporting sofre um golo, ganha, mas parece o fim do mundo na mesma." O técnico prometeu proteger o plantel: "Vou defender sempre os jogadores, mesmo quando as coisas correrem mal."
Sobre o Casa Pia, alertou para uma equipa "muito forte nos duelos, nas bolas paradas", confirmando as ausências dos lesionados Zeno Debast e Rodrigo Zalazar.

















