Há uma tendência natural em qualquer compra: olhar primeiro ao preço. Com os seguros automóvel não é diferente. Recebemos uma proposta de renovação, damos uma vista de olhos rápida e, quase por instinto, procuramos alternativas mais baratas. Afinal, o carro já cá anda há anos, até passa algumas temporadas parado à porta de casa, nunca tive um acidente, porque hei de pagar mais pelo mesmo? É um raciocínio que faz sentido até ao momento em que deixa de fazer. E muitas vezes, quando isso acontece, já é tarde.
O problema é que dois seguros automóvel podem ter preços muito próximos — ou muito diferentes — e oferecer níveis de proteção completamente distintos. O consumidor, na pressa de poupar uns euros por mês, acaba por comparar apenas o valor da prestação ou do prémio anual. Ficam de fora perguntas essenciais que, feitas junto de um corretor como a SABSEG, teriam respostas tão rápidas e fáceis quanto elucidativas: Qual é a franquia em caso de colisão? O seguro cobre carros de substituição? Existe proteção contra danos provocados por animais? E os vidros, estão incluídos? Depois, o que parecia uma poupança na contratação sem as perguntas feitas transforma-se, muitas vezes, numa despesa avultada depois de um sinistro.
Imaginemos dois condutores. O primeiro escolhe um seguro contra terceiros básico, o mais barato que encontrou na Internet. O segundo opta por uma apólice com um prémio ligeiramente superior, mas com cobertura de danos próprios, assistência em viagem e carro de substituição, e já agora devidamente apoiado pelo seu corretor SABSEG. Ambos andam tranquilos. Até que, num domingo chuvoso, o primeiro condutor derrapa numa curva e embate num poste. O carro fica inoperável e, para sua surpresa, descobre que terá de pagar o arranjo do próprio bolso — além de não ter direito a veículo de substituição enquanto o seu estiver na oficina. O segundo condutor, com o mesmo tipo de acidente e iguais consequências imediatas no seu veículo, mesmo tendo pago um pouco mais por mês, vê o seguro ativar rapidamente todas as coberturas necessárias. Sai do sinistro com o carro arranjado e sem dores de cabeça.
A moral da história é evidente: escolher pelo preço mais baixo parece uma poupança no imediato, mas pode revelar-se a opção mais cara a médio prazo. Porque o seguro não serve para os dias normais. Serve exatamente para os dias anormais — aqueles em que algo corre mal. E nesses dias, o que interessa não é quanto se pagou, mas sim aquilo que está efetivamente coberto e a paz interior permitida por uma situação rapidamente resolvida.
Reduzir a decisão ao preço é ignorar que cada apólice é um conjunto de promessas. E nem todas as promessas valem o mesmo. Comparar com critério significa olhar para as coberturas, para as exclusões, para os limites de indemnização e para o serviço que a seguradora oferece quando mais precisamos. Porque um seguro barato que não protege não é uma poupança, mas antes, na prática, um custo disfarçado à espera do primeiro acidente.