Paulo Raimundo, de 49 anos, defende um aumento intercalar de 50 euros em todas as pensões, a partir de 1 de julho, apresentando a proposta como resposta ao agravamento do custo de vida e às dificuldades sentidas pelos reformados.
O secretário-geral do PCP considera que a medida seria “um contributo importantíssimo” perante o “brutal aumento do custo de vida”, numa intervenção em que voltou a acusar o Governo de Luís Montenegro de ficar pelos anúncios sem resolver o problema de fundo.
A proposta comunista, já anunciada pelo grupo parlamentar do PCP, prevê um aumento geral de 50 euros para todos os pensionistas e reformados, com integração no valor global das pensões. Segundo o partido, essa solução distingue-se dos suplementos extraordinários adotados pelos governos, porque “consolida no montante global de cada pensão e no cálculo da sua evolução futura”.
Paulo Raimundo, após uma visita à OVIBEJA, insiste que a subida não resolverá todos os problemas, mas servirá para dar resposta imediata à quebra de poder de compra. “Não resolve tudo, mas é um contributo importantíssimo.” E sublinha existir, “infelizmente”, “uma diferença muito grande entre aquilo que são os anúncios e a propaganda e a vida depois difícil”.
A posição do secretário-geral do PCP recoloca o tema das pensões no centro do confronto político e social, numa altura em que o partido procura associar o aumento dos rendimentos ao combate à inflação e à perda de poder de compra. A proposta será agora levada ao parlamento, com os comunistas a defenderem que o reforço deve entrar em vigor ainda este verão.