Francisco Palma, filho mais novo de Jorge Palma, prestou uma emocionada homenagem ao pai e revelou os pormenores das cerimónias fúnebres do músico, que morreu na segunda-feira, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória.

Com o humor e a irreverência que marcaram a vida do artista, Francisco começou por escrever nas redes sociais: “Se ele pudesse, baldava-se! Mas também nunca fingiu ser bom exemplo.” O velório realiza-se esta quarta-feira, dia 23, na Voz do Operário, em Lisboa, entre as 15:00 e as 22:00, e está aberto a todos os que desejem prestar uma última homenagem. Amanhã, o cortejo parte do mesmo local, às 15:00, em direção ao cemitério do Alto de São João. A cremação será “estritamente reservada à família e amigos próximos”.

“Somos todos bem-vindos, desde que andemos sem pedras no sapato”, acrescentou Francisco, agradecendo depois o apoio e as inúmeras mensagens recebidas pela família.

Mas foi noutra publicação que deixou uma das homenagens mais sentidas. Francisco partilhou uma reflexão sobre os artistas que permanecem fiéis a si próprios e que, por isso, acabam por transformar a própria existência numa obra de arte. "Qualquer artista que se mantenha fiel a si próprio torna-se ele próprio uma obra de arte, porque essa é uma das coisas mais difíceis de fazer. Se alguém tiver essa vocação e se dedicar com diligência às exigências que surgirem, perderá muito, mas terá criado o seu próprio caráter." Por cima da mensagem escreveu apenas: “De 1950 até ao infinito.”

Uma despedida curta, mas carregada de significado para recordar um músico que fez da liberdade e da autenticidade marcas de uma carreira com mais de cinco décadas. Jorge Palma deixa dois filhos, Vicente e Francisco, e uma obra onde permanecem canções como 'Frágil', 'Deixa-me Rir', 'Dá-me Lume' e 'Encosta-te a Mim'.