O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, reconheceu que as longas filas nos aeroportos portugueses "são uma história do passado", e mostrou-se otimista com a resposta das autoridades, sem deixar de pedir vigilância perante o peso dos passageiros provenientes de países fora do espaço Schengen.
Calheiros atribui a melhoria à atuação do Ministério da Administração Interna, destacando a colaboração mantida com Luís Neves, alertando, porém, que a introdução da recolha de dados biométricos provocou esperas de várias horas e que mercados importantes para Portugal, como o Brasil, o Canadá, os Estados Unidos e o Reino Unido, exigem particular atenção nos controlos de fronteira.
A capacidade do aeroporto de Lisboa continua a ser, para a CTP, um obstáculo estrutural. A falta de novos horários de aterragem e descolagem limita o crescimento turístico, num contexto em que a subida dos preços também leva os viajantes a ponderar mais as despesas. Mas Calheiros insiste que o problema vai além do turismo: afeta exportadores, investidores e regiões que recebem visitantes através de Lisboa.
A Confederação não contesta a escolha de Alcochete para o futuro aeroporto. Considera, contudo, que a Portela já esgotou a sua capacidade e que o país não pode esperar uma década pela nova infraestrutura. Por isso, volta a defender uma solução intermédia no Montijo, enquanto Alcochete não estiver concluído.

















