Enquanto o fim da escala 6x1 gera debates e progride no Congresso Federal, trabalhadores do Aeroporto Internacional de Guarulhos (São Paulo) realizaram uma manifestação no terminal para exigir mudanças nas jornadas de trabalho e pressionar parlamentares a avançarem com propostas de redução da carga horária semanal.
O ato reuniu profissionais de serviços auxiliares do transporte aéreo, limpeza urbana, asseio e conservação, que percorreram o saguão do aeroporto com cartazes, faixas e batuques, chamando a atenção de passageiros e turistas que circulavam pelo maior terminal aéreo do país.
Durante a mobilização, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “fim da 6x1" e defenderam mudanças no atual modelo laboral, considerado exaustivo por sindicatos da categoria. Segundo as entidades envolvidas, a escala prejudica diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores, além de afetar a convivência familiar e o tempo de descanso.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo do Estado de São Paulo (Sinteata), Cristiano Rodrigo, afirmou que a discussão vai além de uma reivindicação sindical. De acordo com ele, muitos trabalhadores enfrentam madrugadas, longas jornadas e desgaste constante para manter serviços essenciais em funcionamento.
Representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação também criticaram o atual formato da jornada. Segundo os organizadores do ato, o trabalhador acaba ficando sem tempo para a família, estudos, lazer e recuperação física, o que, segundo eles, torna a rotina cada vez mais desgastante.
A manifestação ocorreu sem impactos significativos nas operações do aeroporto, segundo a administração do terminal. Ainda assim, o protesto ganhou repercussão nas redes sociais e ampliou a pressão sobre o Congresso Nacional, onde propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho continuam em debate entre parlamentares, sindicatos e representantes do sector empresarial.

















