Luís Montenegro, de 53 anos, destacou o "elevado risco" de incêndio que continua a afetar o País e elogiou a atuação do ministro da Administração Interna, Luís Neves (60), esta terça-feira, dia 18, considerando que tem desenvolvido um "trabalho absolutamente extraordinário" na coordenação do combate aos fogos.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas após uma reunião de acompanhamento da situação dos incêndios, realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Oeiras, quando voltou a apelar à precaução, sublinhando que Portugal atravessa um período de "elevado risco" e que a população deve adotar comportamentos que permitam reduzir, tanto quanto possível, o impacto dos incêndios.
"Este tem sido mais um ano duro", afirmou o chefe do Governo, que destacou, contudo, a evolução dos números face a 2025. Segundo o primeiro-ministro, a área ardida em 2026 é, até ao momento, cerca de quatro vezes inferior à registada no mesmo período do ano passado.
Luís Montenegro salientou ainda que o atual dispositivo de combate aos incêndios "é o maior de sempre", embora tenha avisado que as próximas semanas continuarão a exigir um elevado nível de preparação e resposta.
O líder da AD aproveitou também para defender a atuação do Governo e, em particular, do ministro da Administração Interna, garantindo que tem acompanhado de forma permanente a evolução dos incêndios, em articulação com Luís Neves e com o secretário de Estado da Proteção Civil. "Tem feito um trabalho absolutamente extraordinário."
Segundo o primeiro-ministro, o Executivo tem procurado encarar a situação "com elevado sentido de responsabilidade", apostando no reforço das capacidades de prevenção e combate e sem esquecer de responder à oposição: "Isso muitas vezes pode não ser tão notado por aqueles que, esse sim, talvez estejam um bocadinho mais desfasados do contexto da realidade do País."
As declarações surgem depois de José Luís Carneiro (54) ter acusado Montenegro de estar "desligado da realidade". O secretário-geral do PS fez a afirmação no domingo, dia 16, durante a rentrée socialista em Olhão, onde criticou a ausência de referências à saúde no discurso do primeiro-ministro em Quarteira e apontou ainda quatro promessas eleitorais que, segundo o socialista, não foram cumpridas.

















