A Associação Industrial Portuguesa (AIP) encerrou 2025 com um reforço significativo da sua atividade associativa, do apoio às empresas e da intervenção pública, segundo o Relatório e Contas agora divulgado. O documento evidencia uma organização mais presente junto do tecido empresarial, com forte aposta na digitalização, internacionalização, formação e transição energética.

Um dos números mais expressivos prende-se com o crescimento do envolvimento empresarial nas iniciativas promovidas pela AIP. Em 2025 participaram nas atividades da associação 9.911 empresas, mais 27% do que em 2024, envolvendo ainda 5.936 participantes. A associação terminou o ano com 6.701 associados diretos, após a entrada de 188 novos membros, mantendo igualmente 135 associações filiadas.

A AIP intensificou também a ligação direta às empresas, realizando 776 reuniões empresariais, 157 levantamentos de necessidades de apoio e 117 seminários e workshops, que reuniram mais de 4 mil participantes e 3.115 empresas. Entre os temas em destaque estiveram a reforma laboral, a economia da defesa, o futuro energético europeu e os impactos do alargamento da União Europeia.

Na área da influência institucional e política pública, a associação reforçou o seu protagonismo, acumulando 690 referências nos media e promovendo análises sobre matérias como legislação laboral, fundos europeus, tarifas norte-americanas, imigração laboral e crescimento económico. Foram ainda realizados 16 estudos de conjuntura e seis grandes inquéritos empresariais que envolveram mais de 3.200 empresas.

O relatório destaca igualmente o forte envolvimento da AIP em projetos cofinanciados e programas estratégicos. Na área da digitalização, o programa “Aceleradoras de Comércio Digital” atribuiu 2.915 vouchers a 1.695 empresas, representando um investimento superior a 1,7 milhões de euros. Já no domínio da formação e qualificação, a associação promoveu 118 ações que envolveram 1.976 formandos e mais de 161 mil horas de formação.

Reforçar a afirmação pública da AIP

Ao nível da internacionalização, a AIP reforçou a presença em mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Índia, Taiwan e Marrocos, promovendo missões empresariais, encontros B2B e projetos de exportação.

O documento sublinha ainda o papel desempenhado pelos principais dirigentes da associação na afirmação pública da AIP enquanto interlocutor do setor empresarial português, quer junto do Governo e das instituições europeias, quer na promoção de políticas favoráveis ao investimento, competitividade, reindustrialização e qualificação das empresas nacionais.

Liderada desde 2012 por José Eduardo Carvalho, a Associação Industrial Portuguesa, mais conhecida como AIP, é uma das mais antigas e influentes organizações empresariais portuguesas. Fundada em 1837, representa empresas de diversos setores económicos, funcionando simultaneamente como associação empresarial e câmara de comércio e indústria.

A sua missão passa por defender os interesses das empresas portuguesas, apoiar a competitividade da economia nacional e promover políticas favoráveis ao investimento, à inovação, à exportação e à modernização industrial, tendo ao longo das décadas, se tornado um interlocutor relevante junto do governo, da União Europeia e de organismos internacionais.