Foram diagnosticados dois bebés – um de 2 meses e outro de 10 – com campilobacteriose, uma infeção gastrointestinal, em Vila Franca de Xira. A situação gerou preocupação na comunidade, mas a Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo (ULS) garante que não existe qualquer evidência de surto e garante que não há motivo para alarme.
A campilobacteriose transmite‑se por via fecal‑oral e está frequentemente associada ao consumo de alimentos ou água contaminados, bem como ao contacto com superfícies ou manipulação inadequada. Segundo a ULS, ambas as crianças necessitaram de internamento: o bebé de dois meses já recebeu alta, enquanto o de dez meses permanece hospitalizado “para vigilância clínica”.
Apesar de rumores que apontavam para um possível surto na região, a ULS Estuário do Tejo esclarece que "não existe qualquer evidência de um surto de campilobacteriose, nem informação que aponte para essa possibilidade". Os médicos reforçam que não há motivo de preocupação para a população. Os inquéritos epidemiológicos realizados não identificaram qualquer ligação entre os casos, nem qualquer foco institucional, como creches ou contactos próximos entre as crianças.
Em comunicado, a ULS recorda ainda que sintomas como febre, diarreia e, por vezes, sangue nas fezes são inespecíficos e podem surgir em diversas situações clínicas, incluindo gastroenterites víricas, muito comuns em idade pediátrica.

















