A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) recomendou à câmara a realização urgente de uma sessão pública com moradores e comerciantes para apresentar as alternativas de mobilidade previstas durante o encerramento temporário da estação de metro de Santa Apolónia.
A proposta, apresentada pelo Partido Ecologista 'Os Verdes' (PEV), foi aprovada com os votos favoráveis dos partidos de esquerda, a abstenção da Iniciativa Liberal (IL) e do CDS-PP e a oposição do PSD e do Chega. O objetivo passa por explicar as soluções em preparação e ouvir as sugestões da população afetada.
Entre as medidas defendidas pelos moradores estão a criação de um corredor dedicado a autocarros entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço, o reforço da frequência da Carris e a instalação de mais estações Gira e lugares para bicicletas.
O PSD justificou o voto contra com o facto de o plano de mobilidade ainda estar a ser validado. Jorge Barata garantiu que a autarquia está a trabalhar com o Metropolitano de Lisboa, a Carris e outras entidades e considerou prematuro divulgar soluções que ainda não estão fechadas.
Também o Chega rejeitou a proposta. Edgar Vaz defendeu que os cidadãos precisam sobretudo de um calendário concreto e de um plano operacional eficaz, e não de uma nova reunião pública.
O encerramento da estação de Santa Apolónia está relacionado com as obras do Plano Geral de Drenagem de Lisboa. A intervenção deverá obrigar à suspensão do serviço entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço durante cerca de nove meses, mas continua sem existir uma data definitiva para o início dos trabalhos.
A Câmara apontou inicialmente para janeiro ou fevereiro de 2026, adiando depois o início para o primeiro semestre. A estimativa mais recente indica julho, embora sem precisar o dia.















