Angola deu um novo passo para alargar a pesquisa petrolífera ao interior do país. Três decretos executivos, publicados a 24 de setembro, delimitam novas áreas de concessão nas bacias do Kassanje e do Etosha-Okavango, bem como nas águas ultraprofundas de Benguela.
O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás criou 82 blocos em terra e cinco no mar, num total de 87. A divisão prepara a inclusão das bacias interiores nos concursos do ciclo de concessões de 2026 a 2030, abrindo novas possibilidades de investimento na pesquisa de hidrocarbonetos.
Do Uíge, no norte, ao Cunene, no sul, a iniciativa abrange territórios onde, segundo a informação divulgada, nunca foi perfurado um poço de pesquisa. O objetivo é avaliar o potencial petrolífero dessas áreas e ampliar o mapa de exploração do país.
A criação dos blocos não significa, porém, que existam reservas comercialmente viáveis. Essa confirmação dependerá dos estudos geológicos e dos resultados da perfuração. Para as regiões abrangidas, o processo poderá atrair investimento e serviços associados à atividade petrolífera, caso a pesquisa revele condições para avançar para a produção.

















