A candidatura de Angola à liderança da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), apresentando o nome da diplomata e especialista em desenvolvimento rural Josefa Leonel Correia Sacko ao cargo de diretora-geral da agência das Nações Unidas para o mandato 2027-2031, é uma das principais apostas da diplomacia angolana, e vista como estratégica para o país e para o continente africano.
Antiga comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável, Josefa Sacko é vista como uma candidata com vasta experiência em políticas agrícolas, segurança alimentar e cooperação internacional. Entre as prioridades da sua candidatura estão o reforço da luta contra a fome, a descentralização da FAO para uma resposta mais eficaz às crises alimentares e uma maior atenção às necessidades dos países em desenvolvimento, em particular do continente africano.
A candidatura ganhou um importante impulso diplomático após Marrocos ter retirado o seu candidato e anunciar o apoio à representante angolana, permitindo que Angola defenda, juntamente com vários parceiros africanos, a apresentação de uma candidatura única do continente. Luanda considera que uma posição concertada da União Africana aumentará significativamente as possibilidades de África voltar a liderar uma das mais importantes organizações especializadas das Nações Unidas, num contexto em que a segurança alimentar e a agricultura sustentável assumem crescente relevância na agenda internacional.

















